Dragon Ball
Z: A Saga Suprema dos Caras que Usam Saia Jeans
Se existe uma obra que ensinou gerações inteiras que gritar
resolve quase tudo, essa obra atende pelo nome de Dragon Ball Z. Mas calma,
jovem gafanhoto: antes de virar essa ópera intergalática de músculos,
explosões e penteados proibidos pela natureza, tudo começou lá no Dragon Ball
clássico. Ali conhecemos o menino Goku, uma criatura inocente, esfomeada e completamente
alheia às normas sociais. Um rapaz humilde, com rabo de macaco, força absurda e
a delicadeza de um caminhão desgovernado. Ele parte em aventuras ao lado de
Bulma, Kuririn e companhia, descendo a porrada em exércitos, monstros e
sujeitos duvidosos com muita alegria.
A Revelação
Bombástica: Goku é um Cara que usa Saia Jeans
Quando chega Dragon Ball Z, descobrimos que Goku não era
apenas um sujeito estranho criado no mato. Não! Ele era um cara que usa saia
jeans, vindo do planeta Vegeta. Ou seja: um guerreiro espacial com tendências
fashion agressivas. É aí que surge Raditz, irmão do nosso herói, revelando que
Goku se chama... catarrento. Perdão. Não, peraí. Cada arroto. Desculpe novamente.
Droga... cara escroto. Calma, vou reler o roteiro. Ah, achei! Kakaroto, esse é
o nome! Raditz chega metendo banca e sai de cena perfurado num abraço suicida
lendário. Desde cedo a série avisou: aqui ninguém tem paz.
Vegeta: O
Amante Contido do Goku
Depois surge Vegeta, príncipe dos caras que usam saia jeans.
Um homem movido por orgulho, raiva, ressentimento e uma energia estranhamente
obsessiva com Goku. Ele vive dizendo que despreza o rival, que vai superá-lo,
que não liga pra ele... mas passa décadas monitorando cada passo do cidadão.
Isso não é rivalidade comum. Isso é um amor contido em forma de soco. Vegeta demonstra
indiferença, mas no fundo ama demais aquele amigo que a princípio era seu arquirrival.
É o clássico caso de: “não gosto de você... agora deixa eu treinar igual você, seguir
você e pensar em você 24 horas por dia”.
Freeza: O
Fiscal de Postura Universal
Então chegamos à saga de Namekusei, terra dos Não me recusei
a usar jeans. Um povo sábio, verde e paciente demais para lidar com tanta
confusão. Lá aparece Freeza, um tirano espacial que parece um gerente de loja
em dia de inventário. Ele destrói planetas, humilha exércitos e fala com uma
calma que irrita mais que grito. Mas tudo muda quando Goku vira o lendário cara
que usa uma super saia jeans. O cabelo amarelo sobe, a trilha sonora explode e
o universo aprende que mexer com amigo de protagonista dá problema.
Androides,
Cell e o Enem da Porrada
Depois vêm os Androides, criados por um cientista que claramente
precisava de terapia. Em seguida aparece Cell, um insetão narcisista que decide
organizar um torneio de artes marciais porque vilão em Dragon Ball ama evento
esportivo. É nessa saga que Gohan brilha, vira cara que usa uma super saia
jeans 2, destrói Cell e prova que adolescente quieto costuma ser o mais perigoso
quando perde a paciência.
Majin Boo:
O Caos em Forma de Chiclete
Na saga Boo, a lógica abandona a sala e vai embora. Majin
Boo é rosa, infantil, aterrorizante, engraçado e mais imprevisível que internet
ruim em dia de chuva. Ele transforma gente em doce, explode planetas e se
divide em versões mais problemáticas que atualização de aplicativo. Temos
fusões bizarras, brincos mágicos e Goku alcançando o nível cara que usa uma super
saia jeans 3, com cabelo até a esquina e sobrancelhas desaparecidas por falta
de orçamento capilar.
Os Fillers:
O Verdadeiro Enchimento de Linguiça
Ah sim... os fillers. Os fillers de Dragon Ball Z são o
famoso momento em que a história para e
alguém decide: “e se agora mostrássemos Goku tirando carteira de motorista?”
Tem filler de viagem, filler de espera, filler de gente olhando pro céu, filler
de grito parcelado em 12 episódios. É um enchimento de linguiça tão artesanal
que dava pra abrir uma fábrica. Mas sejamos honestos: até isso tem charme.
Porque quem ama Dragon Ball até o excesso aprende a gostar.
O Futuro
Mais Longínquo da Linha Canônica
Quando muita gente achava que Dragon Ball já tinha entregue
tudo — grito, raio, planeta explodindo, cabelo que desafia a gravidade e pai
ausente em tempo integral — surge Dragon Ball Super para dizer: “calma aí,
ainda dá pra esticar essa linguiça com dignidade”.
Saga Bills:
O Deus da Destruição e o Gato Mais Perigoso do Universo
Tudo começa com Beerus, ou Bills para os íntimos, um deus da
destruição que parece um gato magro irritado porque acordou de mau humor. Ele
chega querendo saber do tal cara que usa uma super saia jeans Deus. Sim, agora
até transformação virou reunião corporativa. Goku, ou melhor... catarrento...
perdão. Cada arroto... desculpa de novo. Cara escroto... não, pera. Ah, achei!
Kakaroto. Pois bem, Kakaroto decide enfrentar Bills e quase condena o planeta
Terra por pura curiosidade esportiva. Esse homem vê um ser capaz de apagar
galáxias e pensa: “e se eu desse só uma lutadinha?” Imbecilidade desenfreada em
estado puro.
O Retorno de
Freeza: O Inimigo Que Nunca Superou a Derrota
Depois temos Frieza voltando no arco Ressurreição F. Porque vilão clássico nunca aceita
aposentadoria. Freeza treina
por poucos meses e já volta mais forte que meio elenco. Isso significa duas
coisas:
2.
Todo mundo treinou errado por décadas.
Aí ele desbloqueia a forma dourada, provando que até
genocida espacial entrou na fase “luxo ostentação”.
Saga Noku
Black: O Vilão Com Cara de Protagonista
Chegamos à lendária saga de Noku Black, um sujeito com a
cara de Goku, a voz de Goku, o corpo de Goku... mas com zero carisma de
churrasco em família. A revelação é maravilhosa: era Zamasu, um deus revoltado
que olhou para os mortais e concluiu que o problema do universo era... gente
demais existindo. Nesse arco também retorna Future Trunks, só que agora com cabelo
azul e um físico de quem passou seis meses comendo vento e ansiedade. Comparado
ao Trunks da saga Cell — maromba, casca grossa, ombro de guarda-roupa e cara de
quem amassa lataria no soco — esse novo Trunks parece que perdeu massa muscular
fugindo de boleto e trauma psicológico. Ainda assim, ele entrega luta, drama e
espada no caos. Respeito máximo.
Torneio do
Poder: A Copa do Mundo da Pancadaria
epois vem o Torneio do Poder, evento organizado por Zeno,
duas crianças cósmicas com poder infinito e maturidade de quem escolheria
apagar universos por tédio. E quem sugere esse torneio? Sim, ele mesmo:
Kakaroto. O cidadão literalmente olha para seres capazes de deletar realidades
e fala: “ei, bora fazer campeonato?” A irresponsabilidade desse homem deveria
ser estudada. Mesmo assim, o arco entrega momentos gigantescos: Freeza
cooperando de má vontade, Android 17 surpreendendo geral, Vegeta berrando
amorosamente contra o destino e Goku alcançando o Instinto Superior, a técnica
máxima de lutar no automático porque pensar nunca foi seu forte.
Broly
Canonizado: O Monstro Agora Oficial
Então vem Broly, finalmente canonizado. Antes ele era a
definição de fúria sem contexto. Agora ganhou história, trauma, profundidade e
continuou socando montanhas como passatempo. Broly é o tipo de personagem que
prova que terapia era mais urgente que treinamento. Seu filme ainda nos deu
Gogeta oficialmente em grande estilo, para alegria geral e prejuízo de qualquer
paisagem próxima.
Moro (Não é
o da Lava Jato, tá ok?): O Bandido Velho Que Rouba Energia
Na saga de Moro, aparece um feiticeiro idoso com cara de
bode interestelar que drena energia dos planetas e dos lutadores. É basicamente
um aposentado maligno que descobriu como roubar bateria alheia. Enquanto isso,
Vegeta vai estudar técnicas novas em Yardrat, numa jornada espiritual linda e
útil. Finalmente o príncipe dos caras que usam saia jeans decidiu evoluir além
de sofrer por comparação com Goku.
Granola: O
Arco Do Nome De Cereal e Trauma Mal Resolvido
Depois surge Granola, personagem com nome de café da manhã
fitness e ódio acumulado no peito. Ele quer vingança pelos crimes dos caras que
usam saia jeans e de Freeza, o que, sejamos sinceros, é uma pauta bastante
compreensível. Esse arco aprofunda a história dos Saiyajins, traz novos
poderes, orgulho ferido, revelações familiares e mais uma rodada de Goku
descobrindo que sempre faltava alguma informação importante sobre sua própria
vida.
Super Hero:
O Filme em Que Goku Quase Tira Folga
Por fim, temos Dragon Ball Super: Super Hero, onde
milagrosamente Goku e Vegeta saem um pouco do centro e deixam Gohan e Piccolo
brilharem. A Red Ribbon volta mais uma vez porque organização criminosa em
Dragon Ball tem plano de carreira. Piccolo infiltra, investiga, resolve tudo
como adulto funcional, enquanto Gohan reaparece no modo: “desculpa, eu tava ocupado”.
Mas quando a situação aperta, ele desbloqueia mais uma transformação absurda, provando
que o maior talento de Gohan é evoluir sem aviso prévio. Cell volta também,
agora como Cell Max, uma versão ainda mais bruta e menos conversadora. Em
resumo: pegaram o antigo e trocaram inteligência por volume.
O Legado
Continua
E assim segue a linha canônica mais distante: deuses,
multiversos, traumas hereditários, rivalidade romântica disfarçada entre Vegeta
e Goku, vilões reciclados com dignidade e novas formas capilares surgindo sem
qualquer compromisso com a física. Dragon Ball continua fazendo o que sempre fez de melhor: divertir,
emocionar e convencer milhões de pessoas de que gritar bastante resolve
problemas complexos. Entre batalhas absurdas, amizade sincera, rivalidades eternas
e humor sem vergonha, Dragon Ball construiu algo raro: uma saga que atravessa
décadas sem perder o brilho.
Obrigado,
Titio Akira
No fim das contas, por trás de cada transformação, cada luta
épica e cada meme eterno, existe a mente brilhante de Akira Toriyama. Obrigado,
Titio Akira, por criar uma obra tão fantástica. Você fez o mundo rir, vibrar,
chorar e tentar soltar Kamehameha no quintal. Seu legado é eterno. E sim...
ainda estamos gritando para virar cara que usa uma super saia jeans.
Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 4